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Jornal Mojubá Efón
Desde: 29/12/2009      Publicadas: 60      Atualização: 14/09/2013

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 Orisá Ogun em Ekiti

  21/12/2011
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ORISA ÒGÚN (OGUM)

Ògún é o orixá da guerra e do ferro. Todos
precisamos de Ògún para sobreviver

ORISA ÒGÚN (OGUM)Ògún é o orixá da guerra e do ferro. Todos precisamos de Ògún para sobreviver, porque a todo
momento usamos ferro para comer, trabalhar, locomover. Além de orixá também é considerado
mensageiro.
Diz a tradição que Ògún é filho de Tabùtú e Oróninnà. Sua cidade original, para onde foi quando
todos os orixás desceram do céu, é Ile Ife. Era um dos mais importantes caçadores. O que mais
gostava de fazer era caçar. Daí sua estreita relação com Osoosi. Todos os objetos que Osoosi usa
para caçar são oriundos de Ògún.
Conta a história que há muito tempo, quando os orixás desceram para a Terra, encontraram no
meio do caminho uma mata cerrada que não dava para ninguém passar. Orisa'nlá, que vinha à
frente, adiantou-se para abrir caminho, mas sua faca de prata, que era muito frágil, quebrou-se. 103
Ògún, com sua faca de ferro que corta tudo, conseguiu abrir caminho na mata para todos
passarem.
Por esse motivo, quando desceram à Terra, Ògún recebeu em Ile Ife os títulos de Omo Osin -
pessoa importante da cidade, e Osin Imole - importante entre os orixás. Entretanto não quis ser
coroado rei, preferindo usar apenas uma pequena coroa de ferro de nome akòró. Por isso chama-
se Ògún de Alakòró " dono, ou aquele que usa akòró.
Como gostava muito de lutar e caçar, um dia foi para o alto de uma montanha (orioke), onde havia
uma pedreira e uma floresta. Por muito, muito tempo ele ficou no alto da montanha caçando.
Depois de vários meses, já cansado, resolveu voltar a Ile Ife.
A vida na floresta, o isolamento e a convivência com os animais tornaram-no um homem bruto.
Além disso, estava todo sujo, vestido com mariwo, coberto de sangue dos animais que matara. Ao
descer a montanha foi descrito por alguns Babalawo:
Ojo Ògún nti orioke nbo,
Aso ina lo mu bora
Ewu eje lo wo sorún...
(no dia em que Ògún desceu a montanha,
vestia uma roupa de fogo,
estava coberto de sangue...) 104
Esse é um trecho de seu Oriki mais conhecido.
Em vez de ir para sua cidade, mudou de rumo e foi a para Ire, em Ekiti, estado de Ondo. Lá foi muito
bem recebido, deram-lhe comida e bebida. A cidade estava em guerra e Ògún conseguiu livrá-la
dos inimigos. Por esse motivo foi aclamado como Onire - dono da cidade de Ire, nome até hoje
usado como qualidade de Ògún, tanto na Nigéria quanto no Brasil.
A festa de Ògún na Nigéria é realizada uma vez por ano, e dura sete dias. Os preparativos começam
em julho e a festa é realizada em agosto. Vale dizer que ògún em iorubá quer dizer agosto. No dia
da festa todas as pessoas que lidam com metais (motoristas, ferreiros, joalheiros) fazem suas
oferendas e obrigações para Ògún.
No local destinado ao assentamento de Ògún coloca-se ferro e pedra. Na Nigéria sua comida
predileta é cachorro (aja). Come também galinha, obi, cará assado, iyan (purê de cará) e epo. Sua
bebida específica é emu (vinho de palmeira). No seu assentamento coloca-se ada (facão), oko
(enxada), dinheiro, búzios e mariwo.
Esse local deve ficar ao tempo, dentro ou fora da cidade, no meio de um campo. Em geral no meio
de cada cidade há um lugar específico destinado às matanças e
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obrigações para Ògún no dia da sua festa. A família que desejar pode também ter um local próprio
para cultuar Ògún em sua casa. Há dois tipos específicos de tambor para bater para Ògún: bembe
e kalakolo.
No dia da festa é feita uma prece, lembrando os mortos daquele ano. Em seguida são ofertados os
sacrifícios em nome de todas as pessoas da cidade. Depois há um toque de atabaque, que é o
sinal indicando que todos já podem fazer suas obrigações individuais, ao final das quais festejam
com danças, muita comida e bebida. Todos os animais sacrificados são comidos pelos
participantes da festa. Na abertura da festa é feita uma prece, relembrando todos os mortos
daquele ano.
Os caminhos de Ògún são sete (meje) e daí a confusão de, no Brasil, ser dado o nome de Ògún
Meje como uma qualidade. Na Nigéria temos:
Alara - come cachorro e toma conta da cidade;
Onire - dono da cidade de Ire, come carneiro;
Ikola - que faz curas (marcas) e come igbin;
Elemoná - come cará assado;
Gbenagbena - é escultor e come cágado;
Akirún - no assentamento leva chifre de carneiro;
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Makinde - dono da ferrugem. Fica do lado de fora para fazer o mal, do outro lado da divisa das
cidades, ou atrás dos muros das casas.
Orisá Ogun é originario de Ekiti,ou seja onde saiu o Culto da Nação Efón.Conseuqntimente o seu
toque Adahun,que é o toque de todos guerreiros porem em especial Ogun.Então nao existe e nem
tem porque dizer que as cantigas ou tal toque é do Orisá Ogun.Se buscarmos bem a origem de
alguns Orisas veremos que seu culto sao origirario de Ekiti,como Ondo,Ire,Ira,Ilesá e outros!
As cidades nigerianas onde se festeja Ògún são Ondo, Ilesá, Akurs e Ekiti.





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